Em 2018, um cliente de Cascais pediu-nos para recuperar o deck da sua varanda. Tinha sido instalado há apenas meio ano, mas a madeira já apresentava rachaduras profundas e manchas esbranquiçadas irreversíveis.
O problema não era a qualidade da madeira nem do verniz. Era a incompatibilidade com o ambiente. Produtos concebidos para climas continentais falham em zonas onde o sal está constantemente presente no ar.
Decidimos parar de oferecer tratamentos genéricos e concentrar-nos apenas em soluções testadas em condições de maresia real.
Nenhum produto entra na nossa lista sem passar 18 meses expostos em três zonas costeiras diferentes. Medimos degradação, penetração de sal e resistência UV em condições reais.
A intensidade da exposição marítima varia entre Estoril e Sagres. Não aplicamos a mesma formulação em todos os locais. Ajustamos densidade de aplicação e periodicidade conforme a zona.
Registamos fotograficamente cada intervenção e fazemos seguimento após três, seis e doze meses. Os dados acumulados informam as nossas próximas escolhas de produto.
Há madeiras que não sobrevivem bem perto do mar, independentemente do tratamento. Quando identificamos um caso assim, dizemos claramente e sugerimos alternativas estruturais.
A equipa inclui dois técnicos com formação em conservação de madeira e um especialista em química de superfícies. Todos passaram por formação específica sobre comportamento de materiais em ambientes salinos.
Não subcontratamos. Cada intervenção é executada por alguém que conhece a diferença entre humidade atmosférica normal e humidade carregada de cloreto de sódio.
Trabalhamos apenas na zona litoral de Portugal Continental, entre Viana do Castelo e Vila Real de Santo António.